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    Análise The Division (Xbox One)

    Esqueça a Nova York que você conhece, esqueça o mundo que você conhece! Entre para a divisão secreta, mas tome cuidado, pois até mesmo o seu aliado pode se tornar seu inimigo na Zona Cega!



    Durante os eventos da E3 de 2018, a Conferência da Microsoft foi responsável por demonstrar The Division 2. A franquia, produzida pela Ubisoft tem seu ponto de partida em 2013 na mesma feira. Naquele tempo, The Division era anunciado para a trinca PS4, Xbox One e PC. A promessa era de um game de alta performance, com gráficos aprimorados e uma história completamente amarrada. Não por menos The Division se tornou ponto de destaque da Feira e colocado no "modo de espera dos jogadores". O tempo passou e somente em 2016, depois de polêmicas de sua produção ele finalmente foi lançado.

    Mas então, será que mesmo com todo o estardalhaço que o trailer de anúncio lá de 2013 se manteve real? Bom saber que a Ubisoft sofre de alguns problemas de downgrade e coisas do gênero - não é mesmo Watch Dogs? - e nem sempre aquilo que reluz é ouro! Mas será que dessa vez, os 3 anos do anúncio para o lançamento ajudaram o game e ele pode ter seu lugar ao sol? Ou quem sabe cairá no ostracismo como um vírus de varíola preso no laboratório? É o que veremos a seguir:


    Eu reclamo muito de roteiro, eu sei, mas aqui eu não reclamo não!

    A experiência em The Division é maximizada com um roteiro bem imersivo não somente na história em si. É uma puxada de pé em dizer que tudo aquilo pode acontecer um dia.

    The Division tem como partida introduzir os membros da Division, uma espécie de organização que contém pessoas das mais diversas classes. Tal grupo, secreto, é chamado para conter um surto de uma doença desconhecida que está atacando Nova York durante o feriado da Black Friday. O modo de contágio? As notas de dólares! Nada mais necessário no maior feriado de consumo dos Estados Unidos! No meio da infestação, os membros da Division deverão parar tudo que tem em suas vidas para ajudar a retomar a cidade. Não, eles não viraram zumbis, mas os poucos sobreviventes encontram-se sitiados entre gangues em uma terra sem lei. Bastou quatro dias de infestação para que serviços essenciais falhassem, a segurança não mais existisse e somente o caos passasse a reinar.

    Toda esta história tem um quê de verdade. O escritor Tom Clancy (que você com toda certeza já viu em outros games da Ubisoft) aprovou o roteiro do título baseado no documento Diretriz 51. Neste documento, o governo americano possui - realmente - uma unidade descentralizada com o intuito de tomar o controle em situações gravíssimas. Essa unidade é apenas chamada de Division (notou a coincidência no game certo?). Tom, que já é conhecido por criar histórias de suspense com alta carga conspiratória, com atentados e tudo mais não aprovaria algo se não fosse realmente bom, certo? Certíssimo meu caro Divisionário!


    A experiência em The Division é maximizada com um roteiro bem imersivo não somente na história em si. É uma puxada de pé em dizer que tudo aquilo pode acontecer um dia. E não estamos falando da infecção, mas do que vem depois. Em situações onde o caos é a única semente, a tempestade é o que se colhe. No decorrer da jogatina, você perceberá que toda aquela situação só aconteceu por causa do ser humano. Não é a natureza, extraterrestre ou situações absurdas que levaram aquilo, mas sim o ser humano. Então, se você não tem interesse apenas em tiros e ação frenética, mas numa história bem contada, aproveite este jogo.

    Ai, ai, o Vídeo da E3!

    Sendo direto, The Division  não é o game prometido na E3 de 2013, pronto!

    Tá, sabemos que os vídeos da E3 normalmente são de games ainda em desenvolvimento. Também sabemos que os mais sóbrios não podem considerar o visto na E3 como uma verdade absoluta. E sabemos também que a Ubi tem muitos acertos, mas alguns erros que doem no coração. Sendo direto, The Division  não é o game prometido na E3 de 2013, pronto! Mesmo que a Ubi negue de pé junto que não fez nada, se pegar os vídeos de apresentação e os do jogo oficial existem diferenças sim. Contudo, não se questione da mesma forma que fez com Assassins Creed Unity ou Watch Dogs, The Division é muito melhor!

    Mesmo que o nível impressionante de detalhes e tudo mais não esteja lá, ainda assim o visual é bem trabalhado. Claro que não é bom pra empresa nenhuma apresentar algo e depois downgrandear, mas fazer o que! The Division demonstra uma Nova York bem construída e produzida. Mesmo devastada, ela apresenta uma gama de elementos que não se repetem, sendo os cenários construções únicas. A mudança no tempo, no clima e na ambientação também é um ponto de trabalho positivo e imersivo graças a engine Snowdrop. É interessante ver a neve caindo, a neblina se projetando a sua frente ou os raios de sol no que resta de Manhattan.

    Mesmo com a entrada deste tópico, mesmo com o apego do que foi vendido na E3 de 2013, The Division não faz feio de modo algum. Seria complicado se um downgrade interferisse na jogabilidade, mas não é o que acontece, então fique tranquilo. Ele não é imune de falhas; para olhares mais críticos, em alguns momentos bugs surgem atacando o visual do game, ainda mais por se tratar de um título onde o multiplayer tem um papel fundamental. Mas durante o teste, nada interrompeu terrivelmente a jogatina de The Division.


    Sem som...

    Percebe-se que a Ubisoft não se interessou por uma tradução porca para o nosso idioma, mas adaptou, de forma respeitável e com qualidade, se alguém hue br estivesse realmente naquela situação.

    Lembre-se: você está em uma Nova York devastada. Logo, não vai encontrar uma Times Square animada ou uma Broadway de sexta feira a noite. Por isso, proposital ou não, a Ubisoft escolheu que a maior parte da jogatina se manteria no silêncio, sem música ou outro tipo de sonoridade. É claro que as bombas e os tiros podem ser escutadas e estão lá, você até consegue escutar bem ao fundo o que está acontecendo sem mesmo ver, em especial ao se aproximar da Dark Zone.

    Em matéria de música, ela é praticamente existente. Mas, seguindo uma mesma regra que existe no cinema, nem sempre é necessário som para provocar imersão. Nesse caso, a morbidez de Nova York te mostra o estado em que a cidade ficou. Ela vai despertar os sentidos do jogador para escutar até mesmo o mais fino dos passos.

    A versão brasileira do game ainda ganha um up nesta análise, já que a dublagem também é exemplar. Percebe-se que a Ubisoft não se interessou por uma tradução porca para o nosso idioma, mas adaptou, de forma respeitável e com qualidade, se alguém hue br estivesse realmente naquela situação. É interessante notar o rumo dos games de forma análoga aos filmes e as séries, que já vem neste percurso por um bom tempo. 

    Uma caixa de surpresas com mistura de gêneros.

    Ao todo, The Division conta com um total de 20 missões, passível de serem jogadas com mais 3 amigos e um mapa colossalmente gigantesco, que fará você andar bastante.

    Desde o início, o gênero proeminente de The Division foi o TPS, ou Tiro em Terceira Pessoa. Logo, é normal uma ação selvagem em que você vê o personagem. Contudo, o título não se resumo a isso: umas pitadas de survival horrror e um RPG está dentro de sua árvore genealógica. Duvida disso? Então, em que gênero temos personagens que representam ataque, defesa, velocidade e que aumentam de nível enquanto passam por adversários? Da mesma forma, em que gênero temos atributos que devem ser estudados para destruir o adversário? Claro que o RPG! Em The Division, além de uma formidável quantidade de itens, o jogador deverá olhar a vida, o dano e potência do adversário para derrotá-lo.


    A parte de survival aparece mais como um plus de um jogo dentro do jogo. Se no modo campanha, a ideia de sobrevivência até está escondida, é no modo multiplayer, onde as interações entre os jogadores ganham vida. Ali, na Zona Cega - ou Dark Zone - o sentimento de sobrevivência ganha destaque. Tudo isso é claro envolto de uma atmosfera que destaca um momento que exige atenção completa do jogador. Afinal, você é um membro de grupo governamental secreto e está em uma cidade sitiada por uma infecção. O mínimo que você espera nesse ambiente caótico é que se tenha o máximo de atenção.

    Ao todo, The Division conta com um total de 20 missões, passível de serem jogadas com mais 3 amigos e um mapa colossalmente gigantesco, que fará você andar bastante. São quase 14 horas de jogo, se você conseguir se manter esse tempo todo sentado em um sofá. A mistura de RPG com Shooter dá um gás em um game que poderia cair no marasmo do tiro, porrada e bomba, mas não é bem assim. Para os mais aficionados e que possuem o serviço de acesso da Sony ou Microsoft, a Dark Zone que lhe proporcionará uma experiência distinta dentro do jogo, pode apostar. Mas não fique receoso, embora seja um jogo em que há necessidade de estar conectado a um tipo de rede, é possível jogar um modo "single" sem ser um assinante.

    Multiplayer como determinante?

    Na Dark Zone, o comportamento humano é muito mais cinzento do que o visto pelos NPC's do jogo "original". Sendo assim, essa arena não é recomendada para aventureiros, embora seja uma experiência única no jogo. 

    Como já informado, The Division apresenta uma experiência longa. Sua parte multiplayer é sem dúvida um ponto que mais deve ser respeitado. Apresentando lá nos anos de 2013 como uma experiência corporativa, algo próximo a um MMORPG, era necessário que os servidores cotados para o título aguentassem o tranco, o que durante os testes para a versão Xbox One não foi problema algum. Alguns lags foram sentidos, mas devido a instabilidade da internet no período de análise, não foi possível confirmar se isso é algo banal ou momentâneo do título. 

    Mas poxa, eu não tenho amigos para jogar, ou então, eu não gosto de multiplayer! Não se preocupe, pois The Division mantém as mesmas campanhas que poderiam ser jogadas com até 4 participantes em um modo singleplayer. Claro que, de um lado, ao vencer sozinho as situações, a glória é maior, contudo não é essa exatamente a experiência que o título quer te dar. Por esse motivo, da mesma forma que você pode convidar amigos - que você conhece - também é possível criar amizades. No caso, você pode chamar pessoas aleatoriamente para que o auxilie em sua campanha.


    Mesmo assim, o grande destaque ainda se presta ao multiplayer. Lembra da Dark Zone? Então, se a Nova York da campanha é a terra de ninguém, lá é a terra da terra de ninguém! Nesta área, os jogadores estarão no modo PVP, onde todos estarão competindo contra si. Na Dark Zone, o comportamento humano é muito mais cinzento do que o visto pelos NPC's do jogo "original". Sendo assim, essa arena não é recomendada para aventureiros, embora seja uma experiência única no jogo. Aprecie com moderação, ou se quiser esbanje mesmo se for bom o suficiente.

    E então, posso jogar?

    Ele nunca será o game posto a vista na E3 de 2013, mas ainda assim é caprichado, primoroso, com um excelente conteúdo e uma experiência para os que gostem de uma modalidade online.

    Normalmente, as conclusões trazem os pontos positivos primeiro e depois os negativos, mas dado as circunstâncias, é possível alterar esta situação. O maior problema de The Division é sem dúvida o downgrade gráfico apresentado. Mesmo com 3 anos de trabalho, é possível ver alguns problemas de bugs durante a campanha, de texturas de personagens e de cenários. Mesmo que seja para aqueles de olhares mais críticos, ainda assim perde-se em experiência quando se espera algo e esse algo não é passado. Se tivessem apresentado algum título com o jogo de 2016, o entusiamo não seria cortado! E com The Division isso aconteceu. Mesmo assim, se por acaso você não viu o anúncio em 2013, terá outra estrutura de pensamento.

    Em primeiro lugar, o jogo é uma mistura interessante, singular e promissora de RPG, Shooter e Surival. No modo campanha, ao ser colocado como um membro do esquadrão Division, você correrá por Nova York em caos. Encontrará adversários em uma terra sem lei e encontrará poucos sobreviventes, sem jamais confiar neles. A qualquer momento, sua arma deverá estar preparada. A mudança de níveis no decorrer da jogatina, a quantidade de itens e os atributos dos rivais são alguns dos pontos absorvidos da classe de RPG, assim como os tipos de personagens. Você poderá escolher alguém veloz, um personagem tipo tank, ou um atacante a primazia.


    Mas com toda certeza, o coração do jogo é a Dark Zone, uma zona onde os fracos não terão vez. Ali, a terra sem lei encontra seu limite e a interação entre os jogadores ganha o status do gênero survival. A confiança não existe, e nem existirá. Se todo esse tempo de trabalho da Ubisoft foi para alguma coisa, foi para aprimorar essa zona de guerra. Destaque-se ainda a história que mantém o interesse, com um roteiro coeso e que não transforma o game apenas em um pretexto para sair atirando, The Division é bem mais do que isso.

    Por fim, é preciso saber que The Division não inovou completamente no gênero, mas trouxe uma simbiose que pode dar um gás a mais em jogos do estilo. Ele nunca será o game posto a vista na E3  de 2013, mas ainda assim é caprichado, primoroso, com um excelente conteúdo e uma experiência para os que gostem de uma modalidade online, e até mesmo para os amantes de singleplayer, embora seria ilógico comprá-lo apenas para jogar sozinho. Por tudo isso, The Division se mostrou como uma aposta sólida para a Ubisoft em um jogo de tiro que não é apenas um jogo de tiro. Uma das apostas agradáveis enquanto você espera a segunda versão do game!!

    92/100


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